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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

óleo sobre tela : 'A esquina'

Pensamento

Se eu fosse só, encheria minha vida de sonhos impossíveis, de beijos inesquecíveis, de amores desejados. E viveria uma vida cercada de personagens todos perfeitos.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Novo Ano x Silêncio

Acrílico: 35 x 16- Lírios da Paz
O movimento enchia a casa de risos, conversas variadas, vozes femininas e masculinas. A cozinha era o ponto alto, cheiros dos assados, das tortas, do açúcar queimado das caldas, indo para a copa o cheirinho perfumado dos pêssegos abacaxis e mangas, com suas cores aumentando a beleza do ambiente.
Eram perfumes, sons e cores de festa, de alegria pelo ano que se despedia e outro que estava com o pé na porta para ir embora.
Estávamos ali numa festa de adultos, e no entanto parecíamos crianças alegres numa brincadeira num parque.
 Fomos para a praia, meia noite, abraços e beijos, votos de feliz ano novo, os fogos de artificio estourando iluminando o mar e colorindo o céu. A alegria pairava no ar, embora fosse momentânea, fazia parte, era como se todos dessem um voto de esperança para que a alegria  perdurasse pelo ano todo.
Voltamos para casa, agora a mesa já posta esperando os comensais.
Foi uma linda festa, tudo passou, o dia foi amanhecendo os convidados indo e aquele silencio saudando o novo ano, o silêncio é tão divino como a alegria, e também tão necessário quanto, é o descanso para a alma é  a paz. Lembro-me das palavras de minha mãe, que quando após muitos sons de alegria ou não, o silêncio se fizesse era Jesus por ali passando. Não sei nem saberei nunca se isto é lenda ou um sentimento, ou quem sabe uma verdade, só sei que é bom, muito bom ouvir o silêncio, e também louvá-lo, e que a alegria esteja sempre em nossos corações.

 Léah                                                                                                                                                FIM

domingo, 17 de dezembro de 2017

foto tirada do Google Cristo Redentor-Rio de Janeiro rj.
 
O NATAL
Para mim é a data mais importante do ano, afinal é o aniversário do filho de Deus, ou do próprio.
É um dia de alegria, de deixar o coração falar, esquecer as mágoas, as chateações, agradecer o bom e até o ruim, que quando vem é para nos ensinar alguma lição, faz parte da vida é assim um sobe e desce, e cada um tem sua missão.
Comemoremos o Natal com a alma e coração.
Aqui estou para desejar a todos os amigos, os que pude visitar e os que não pude um dia inteirinho de muitas alegrias, risos, boas horas, satisfações integrais, muita saúde, e harmonia em seus lares e para quem ainda acredita em “Papai Noel” muitos presentes.
Um 2018 para todos com realizações de seus sonhos, e um Mundo sem terrorismos .
Abraços apertados em todos

Léah



quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Sonho ou Pesadelo?

aquarela -' dançando o Flamenco'

A musica flamenca enchia o ar, o som da guitarra era como o palpitar do meu coração.
A emoção, o fogo da dança, as luzes vermelhas, tudo me era familiar e deixava o ambiente cheio de energia, meu respirar era ofegante a cada passo da dançarina, que de repente era eu!
Toda a atenção e tensão se misturavam, no entanto sentia-me feliz ali naquele palco. Todos os passos o bater dos pés, os braços as mão, e me contorcia naqueles gestos longos que acompanhavam todos os compassos, era muito estranho todos aqueles sentimentos e sensações e assim foi até o último olé, quando tudo terminou e acordei, estava cansada e demorei a saber onde estava até voltar ao meu estado normal.  Olhei o relógio na mesa de cabeceira 2.30h da madrugada! Sonho está mais para pesadelo, nem ao menos sei dançar o flamenco.

 Léah


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Por falar em hóspedes...

tela 40 x 32cm acrílico " água e lama "
Há algum tempo atrás, quando tinha casa de praia, eu não hospedava ninguém, pois quando ia para lá, era para descansar e ouvir o silêncio, assim quando me perguntavam quando é que você vai me convidar para sua casa de praia, eu simplesmente dizia: ‘Posso emprestá-la durante tais dias, no mês tal, depois eu vou para lá com meu marido para curtir uma lua de mel, e não quero espectador.’
Sempre deu certo, mas na minha casa mesmo, nesta na qual vivo, e nas outras onde vivi, aparecem hospedes que convido, e me davam muito prazer gostava de receber. Disse gostava, por estar me sentindo cansada e envelhecida neste prazer, meus prazeres agora se direcionam a outro tipo, quero a  calmaria do nada fazer, sem compromissos sociais.
Detesto ser hóspede, sinto-me deslocada e louca para voltar pra minha casa, prefiro um hotel é bem impessoal, e tenho a certeza de que não estou incomodando, pelo contrário, quanto mais se fica num hotel, melhor é para o dono.
Lembrei-me de um acontecimento traumático para meu marido e eu:
Tínhamos um casal de conhecidos, que quando vinham à minha casa, ficavam o tempo todo comparando cada cômodo, cada enfeite, cada decoração da nossa casa com a deles, que ficava numa serra do Rio, nossa relação era recente, ele foi colega do Henrique na Petrobras, nos encontramos casualmente e pediram nosso endereço e apareceram um dia, sem convite, sem aviso sem nada, se consideraram íntimos desde então, mas não havia empatia. E nos convidavam sempre para que fossemos conhecer e passar dias na casa deles. Conseguimos sair pela tangente várias vezes, já não era mais um convite e sim uma imposição. Quando vocês vão conhecer minha casa, é pra ficar lá mais de um dia”... Eu adiava o mais possível, um dia já sem desculpa plausível marquei de ir, mas frisei que não para dormir,  e eles insistindo não nada disso é pra ficar no mínimo quatro dias... Bem encurtando o assunto lá fomos nós, com a roupa do corpo, e uns petiscos e um vaso de flores para gradar.
O endereço que nos deu, não aparecia a tal rua no GPS, as flores murchando, nossa fome apertando e os petiscos eram tentadores, mas resistimos, andamos feito peru bêbado em véspera de ano novo, rodando sempre no mesmo lugar, por fim e por última tentativa subimos uma ladeira sem nome, era lá mesmo!
Falamos com ela através do celular e ela veio andando ladeira abaixo até nos encontrar, entrou no carro e foi nos guiando, paramos no portão, o terreno também era uma pirambeira, lá em cima uma casa! Sou boa motorista, mas subir aquilo foi amedrontante, descer pior ainda!! A casa tinha um quarto, uma salinha, e a cozinha era um caminho do “cabe só um”! Almoçamos mais ou menos as dezesseis horas, numa pequena área plana no quintal Depois fomos para a pequena salinha e conversa vai conversa vem nos prendendo, ficamos de pé várias vezes,  nos preparando para sair, e eles inventavam alguma coisa para nos mostrar, obras que queriam fazer e pedindo opinião, fotos do neto dele, complicações com o filho,  até que caiu uma chuvarada, aguaceiro descendo ladeira a baixo, eu desesperada pensando como nos convidam para ficarmos quatro dias, onde será que iam nos colocar para dormir?  O dia escureceu a chuva de verão caindo com vontade e ficamos sentados num sofazinho duro e estreito, que ela chamou de sofá cama, foi onde passamos a noite de hóspedes. As cinco horas da manhã fiz bastante barulho, banquei a sem educação, eles acordaram, nos despedimos, sob os protestos deles, dessa vez botei o Henrique para dirigir, desceu a pirambeira estava tão furioso que achei que ele ia voar, enfrentamos a lama do dia anterior na rua de ladeira, e chorei de raiva, estava doída, injuriada, com muita raiva de mim mesma, por ter caído nessa furada, com medo de magoá-los, de parecer esnobe... Ainda se sentiram ofendidos por termos saído tão de pressa, como se estivéssemos fugindo. E realmente estávamos.
Mas dali em diante evitei de recebe-los quando eles ligavam e se auto convidando, como sempre, eu não podia recebe-los com uma desculpa qualquer. Até que desistiram de nós.
Mas, ainda que cansada por várias razões, ainda prefiro receber, só que agora estou numa fase de madame J, quero sombra e refresco geladinho, os hóspedes que me perdoem .  Fim
Léah


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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O LADO BOM DA VIDA

desenho à crayon sobre cartão: "carrinho de supermercado"

 Quem é calmo o bastante para gostar de ir ao supermercado? Eu não sou. Entretanto, é uma função que tenho de executar algumas vezes durante o mês, porque sempre falta algum item da minha lista no supermercado, e lá tenho eu que voltar outro dia para suprir minha dispensa.
É insano, vejam só, primeiro enfrentar o transito até lá, por não ser perto o suficiente de minha casa, depois achar uma vaga no estacionamento.
Ao entrar já irritada, percebo que o novo gerente mudou tudo de lugar, aí lá vou eu andar mais do que precisaria, até encontrar os alimentos fora dos lugares de costume. Onde ficava o sal, agora são as massas! E os biscoitos? Os mantimentos? Meu Deus, onde estará o sabão em pó?  Andar, andar pela nova arrumação, acho que o novo gerente é como eu que gosto de mudar os móveis de lugar, será? Ou ele é como os prefeitos, mudando o que o anterior fez, ou tem tempo sobrando, ou por falta de noção?
E aquela pessoa bem educada que deixa seu carrinho atravessados no meio do caminho, some, e nem liga se está engarrafando o transito, aí tenho que empurrar o bendito até o canto liberar o caminho e ir em frente.
Finalmente depois de muito andar e pesquisar, meu carrinho está cheio, vou para a fila do caixa, o carrinho que enchi, começo a esvaziar na corrediça, ensacar as compras e enchê-lo novamente. Quando a registradora acaba seu tilintar o carrinho cheio, meus bolsos vazios, lá vou eu para o estacionamento, esvaziar o carrinho novamente, desta vez na mala do carro.
Caminho de casa, já cansada, piora tudo se for hora do rush, vou pensando no que vem pela frente, abrir e esvaziar a mala do carro, isto é tirar tudo que mal acabei de colocar, levar para a mesa da cozinha desensacar e organizar coisas na geladeira, no freezer, na dispensa. É ou não é ilógico, encher, esvaziar, tornar a encher, esvaziar...
Gostaria de estar vivendo num século, ou num mundo onde ou nos alimentaríamos de pílulas, uma caixinha bastaria, ou tal como os robôs óleos lubrificantes em nossos parafusos seria somente uma lata de óleo.  
Mas no fundo reconheço que tudo isso que estou chamando de trabalheira, é bem melhor ter do que não ter o que comprar, assim como é na Venezuela.
A vida sempre nos mostrando o lado bom do que achamos ruim, basta olharmos para o lado, para nossos vizinhos, às vezes bem perto de nós, ou não, mas em todas as situações da vida os dois lados estão lá, basta pensar, fazer um pequeno exame de consciência, para chegarmos à razão, como dizem os franceses: ‘C'est la vie’! 

                                                                                                                                                        Fim                                                                           Léah

terça-feira, 31 de outubro de 2017




Quero paz.
Já falei em outras ocasiões que tenho três cadelas, uma calma e brincalhona, outra aparentemente calma, e a terceira a Gigi, que não gosta de estranhos, só nós conseguimos cuidar dela. Mas já houve ocasião de ver que quando se trata de alguém indesejável as três se juntam e agem como matilha.
 E justamente no período difícil de cirurgias nos olhos, um problemão na coluna, e de um princípio de ulcera no estomago, ofereci emprego a um rapaz, para tratar do pequeno quintal que tenho agora, molhar as plantas, e limpar o canil, enfim limpar a área externa da casa. Ele aceitou muito feliz e sorridente, mas a Gigi não gostou dele!
 Deveria chegar as oito horas da manhã, de segunda a sábado almoço de meio dia às treze e sair as quinze horas, exceto sábados quando a saída seria ao meio dia. Na primeira semana ele foi ótimo, na segunda nem tanto, na terceira reclamou da hora que chegou até a hora de ir embora, na quarta semana, após receber o pagamento pelo mês de trabalho, pediu para fazer um acordo comigo, queria vir dia sim outra não, e sair às doze horas todos os dias, depois que almoçasse às onze horas, ou mais cedo, alegou que levantava muito cedo e almoçar meio dia para ele, era muito sacrifício.
 Se o empregado diminui as horas de serviço o salário também diminui, essa é a matemática que aprendi. A dele era diferente menos trabalho, mais exigências e o mesmo salário!!
A moça que trabalha dentro da minha casa, chega às oito lava, limpa, arruma, faz o almoço para todos, inclusive para ele, deixa tudo brilhando e sai as dezessete horas, está sempre com um sorriso e feliz, segundo ela por ter emprego e salário.
Falei para o engraçadinho que estava se achando poderoso, “- preste atenção o emprego que te ofereci e que você aceitou é esse, as regras são essas, para sua informação quem muda as regras aqui não é você, alem do mais, a pessoa que faz o seu almoço, não vai fazer um prato especial para você, ela é minha empregada e não sua, se você se acha sacrificado, procure outro emprego, este é assim como o combinado-“. Ele disse que eu o estava mandando embora e tinha de ser indenizado, pode? Indenizado pelo que? Paguei o seu salário por um mês de trabalho, começou a falar tanta besteira, que só podia estar drogado, mandei-o embora, ele começou a ficar agressivo me insultando a minha ajudante abriu a porta da cozinha de proposito onde a Gigi  estava e também as outras duas e gritou meu nome,  quando vi as outras duas cadelas se aproximando como se fossem caçar, bati a porta atrás de mim, elas ficaram dentro latindo feito loucas, ele que também viu a cena  se assustou e correu portão a fora, meu coração estava acelerado num misto de susto, raiva e alivio, se não tivesse fechado a porta elas o teriam atacado o que nem é bom pensar, embora a intenção da ajudante tenha sido de me ajudar, o resultado seria terrível, pois as cadelas quando pegam uma presa só soltam quando matam,   mas  mesmo assim ele saiu  gritando que ia saber dos seus direitos, e ficou sentado na calçada da rua em frente ao portão, avisei ao porteiro para não deixa-lo entrar, e expliquei o acontecido. 
Essas coisas só me acontecem quando estou sozinha em casa, isto é meu marido, e filhos não estavam. Fiquei tão nervosa, com a situação que meu estomago começou a doer. Liguei para meu marido, meu filho iria querer bater no infeliz,  só falei para ele, bem depois do acontecido.
Quando o sujeito viu meu marido chegar, quis entrar junto com o carro e o porteiro o barrou, esse porteiro é um armário de tão grande e mau encarado, mas é uma pessoa doce e atenciosa com os todos mas sua figura, e aparência impõem respeito.
Henrique desceu do carro e foi até o portão, o porteiro ali se impondo, ele o “engraçadinho” começou a falar que estava arrependido, que queria continuar a trabalhar para nós, que estava muito nervoso, e bla, bla, bla... Foi dispensado com todo o nervoso e bla, bla, blas, sem chance de volta.
Agora estou com uma moça no lugar dele, até agora tudo bem, mas ando meio apavorada com esta situação. É uma falta de noção de respeito ao próximo, de direitos e deveres. Se somos educados nos consideram “bobos” e querem se aproveitar, se rígidos somos vistos como prepotentes, injustos. Estou me sentindo como a Gigi me armando contra tudo, só que não quero ser como um cão de guarda, quero paz em um mundo melhor, embora saiba que é um sonho utópico.

Fim                                                                             Léah