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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

QUANDO MENOS É MAIS

Gigi quando bebe e depois bem depois, embrulhada como um presente

Hoje após muitas idas e vindas e de trocar de um incompetente corretor e já estar no terceiro, estou pronta para enlouquecer, ou aprender outro idioma aquele que os corretores falam o IDIOTÊS.  Se digo que quero uma casa com um pequeno jardim e uma garagem e me mostram casas com grandes quintais, piscina, sauna e garagem para 5 carros e arvores, chego a conclusão de que eles falam um idioma diferente do meu. Perco meu tempo, minha paciência, me canso indo e vindo, estou ficando mal educada, mal humorada, só não estou sendo ouvida ou entendida e atendida.
Qualquer dia mato um vou cometer um “ corretorcídio”,  a situação no país está dificílima,  a do Rio de Janeiro pior ainda, segundo as pesquisas viver na cidade do rio de janeiro, é mais caro, do que morar em Paris, mas não sou francesa, nunca fui a Paris, e apesar de arranhar o idioma, e achar as paisagens de lá  muito bonitas,  ainda quero viver no meu país, na cidade onde nasci e fui criada, será que estou pedindo muito? Quero trocar uma casa grande por uma menor, quero ter tempo para mim, ter mais descanso, menos espaço para administrar, precisar de menos pessoas para eu pagar, menos impostos,  se eu conseguir talvez então consiga visitar Paris.
Mas como mudar se as imobiliárias pensam grande e agem pequeno, é bem  assim: - “Vamos vender uma grande casa, por um preço alto, e ganharmos uma grande comissão, ao invés de mostrarmos e vendermos casas pequenas e ganharmos uma pequena comissão...-”  Aí não vendem nada, as grandes casas estão lá sem vender, tive a sorte de vender a minha e por isso também eles não compreendem como posso querer trocar mais por menos, mas para mim o menos é mais. Que Deus me ajude, amém!!
Fim                                                                                                                                               Léah


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

DIÁRIO DE BORDO

estou de mudança- fotografia da Natasha (com 3 anos de idade, hoje em dia tem 11 anos)

Eis porque estou com o leme nas mãos  e não consigo resolver boreste ou bombordo!
resolver os problemas de minha vida familiar que simbolicamente é o barco onde estamos viajando, me vejo  na maioria das vezes tendo que regular o compensador deste barco para que ele não vá para um só lado e ainda diminuir a velocidade do mesmo.
Quando voltamos para nossa cidade após longo período de afastamento por força de trabalho do meu marido, já não tínhamos mais apartamento próprio e tivemos que optar por um alugado até resolver nossa direção, que eu achava definitiva enquanto vivesse.
Todos os apartamentos que procurava meu marido rejeitava sutilmente e acrescentando que seria melhor uma casa, mais independência, jardim pássaros, árvores... comecei então a busca de uma casa, sem pensar que jardins requerem cuidados, assim como árvores, espaços gramados, e esses cuidados requerem braços fortes, energia, empregados, paciência para tudo isso. Larguei o timão e deixei a ilusão e o amor comandarem o barco, comprei um terreno e começamos a construir nossa casa, nosso barco!!
Durante a navegação tentei várias vezes vender o barco, passar o leme para quem tivesse mais energia e menos sonhos, mas não consegui e prossegui vencendo as intempéries, os ventos fortes, e as calmarias. Fomos decorando o barco, acrescentando fieis marinheiras, (nossas cadelinhas e gatas), e ficamos felizes um tempo.
Mas, desisti, o cansaço cresceu, a energia encolheu assim como a paciência com pessoas que gostam de ganhar dinheiro sem esforço, e vendi o barco, preciso encontrar outro, que nos traga menos preocupações, aborrecimentos, e trabalho.
Vamos perder as sombras das árvores, o belo jardim, os mergulhos na piscina, mas ainda estarão por lá nossos animais que amamos, os pássaros certamente ainda os ouvirei, não precisarei ter empregados para tantos trabalhos, poderei comandar meu barco com mais leveza. Só preciso encontrar esse barco esteja ele a boreste ou a bombordo, içar as velas  e deixar o mar nos levar .

Fim                                                                                             Léah

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Pausa nas telas

A margarida 2 desenho à crayon
Queridas amigas/os eu tenho que dar uma pausa nas pinturas e nas postagens vendi minha casa e estou com prazos curtos para a mudança e compra da nova.
Tenho sessenta dias por lei, para entregar a casa vendida ao seu novo dono, e como ele mora noutro país consegui que me  alugasse  por  mais um mês, minha ex-casa, rsrs! Parece piada, mas é fato e bom já que ele sai lucrando e eu ganho tempo para decidir qual casa escolher entre as que o corretor me mostrou.
Caixas cheias, gavetas vazias,  tudo empilhado, meu ateliê encaixado, uma loucura, uma canseira, só paro para comer, tomar banho e dormir, ah, esqueci suar, suar e suar, o calor está a 40 e tantos graus.
Estou feliz, aquele entra e sai de gente que na sua maioria quer só fazer turismo na casa das pessoas, já estava dando nos meus nervos. Foi preciso aparecer um gringo que veio por aqui nas olimpíadas e gostou do Rio, comprou minha casa  para passar férias, e ainda comentou que o Brasil está barato! Isso dói de ouvir, mas infelizmente é verdade, e está barato pra ele, para nós está caro.
 Vou tentar não me ausentar completamente, mas talvez fique restrita a comentar as postagens de vocês, já que não posso pintar. Espero que me desculpem por essa, mas vai passar rápido.
Obrigada pela compreensão e carinho de todos.

Beijinhos, Léah 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Involução

Casa da Beth= 30 x 25 óleo sobre tela
(doado a dona da casa)

Minha amiga Beth  há alguns anos atrás comprou uma casa bem pequena e antiguinha num  bairro próximo ao meu, na época ela ficou feliz e eu preocupada, mas torci por ela. Conheço  por experiência própria o que é lidar com pedreiros, e ela queria  aumentar a casa essa era sua intenção. Ela foi em frente com coragem e decisão. Contratou uma firma de construção  que a roubou e não terminou nada. Só derrubaram aqui e ali,  gastaram o dinheiro dela e sumiram .
Beth é mãe solteira de Rafael, meu querido afilhadinho, seu namorado é músico e nada entende de pregos, parafusos ou pedras, mas Beth corajosa começou a fazer um curso numa escola técnica, imaginem do que! De construtora (pedreira).  Agora ela estava  a cavaleiro para comandar os pedreiros e assim foi. Reformou a pequena casa que cresceu, decorou e ficou uma gracinha,
Estava muito feliz, até descobrir que um dos seus vizinhos era maconheiro, o do outro lado bêbado e o da frente adorava ligar o som na maior altura. Beth e seu namorado muito cuidadosos com a educação do menino ficaram preocupados, mas ela acreditou que tudo isso seria acertado desde que falasse com eles usando sua educação e diplomacia, ela ainda tinha fé no uso da razão, mas foram tantos os aborrecimentos que ela vendeu sua linda casa e foi para um apartamento no mesmo bairro, mas pesquisou bastante sobre os vizinhos  antes de compra-lo.

As vezes basta uma pessoa para estragar nossos sonhos, viver em comunidade  hoje em dia é bem difícil, as pessoas esqueceram seus limites, extrapolam como se fossem únicos no mundo e quem quiser que se dane, faz parte da involução do mundo.
 Léah

   (tela e crônica são de conhecimento e aprovação de Beth)                                                    

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Feliz Natal

                                                 ( fotografia tirada da internet)



Aos queridos amigos volto só no próximo ano, se Deus permitir.
Foi um ano tumultuado de descobertas,  espanto e  desilusão, foi um ano de surpresas desagradáveis por constatar tanta corrupção, um mar de lama estendido sobre o Brasil  e nos deixou sem poder respirar e entender o porque e para que tanta ganancia!! Mas foi também ver com alegria e certeza de que existem pessoas honestas que amam nossa  pátria e que estão lutando por justiça e pela recomposição de nosso amado PAÍS.
Desejo não só para os brasileiros , mas para a humanidade que por conta de toda esta bestialidade, esta ganancia de poder que vem permeando o mundo e trazendo tanto sofrimento, desejo de coração, repito, que tenhamos um Natal de paz reinando em nossos lares, que a esperança cresça e principalmente nossa fé de que a justiça Divina se fará presente onde a justiça dos homens falhar.  
Saúde, paz e muito amor e um próximo ano bem melhor a todos.
Léah
 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Os Quadros

óleo sobre eucatex 30x15 - daisies 3



Todos esses quadros que pinto durante o ano, seleciono e vão para uma entidade , neste ano irão, mais uma vez, para uma igreja católica que fica próxima à minha casa, coloco-os numa caixa e o  padre  na barraquinha da igreja para venda. A  renda vai para os pobres de uma comunidade ou o padre resolve de acordo com a vontade dele.  Não pratico uma  religião específica, pois cada uma delas apresenta um ponto ou até vários dos quais discordo, e também acho que o importante é a fé e a compaixão que move cada uma das pessoas  nesta terra e não a religião de cada um. Assim não agrido minhas crenças  nem as dos outros, o padre sempre pergunta se sou daquela paróquia ou de outra,  pois nunca me vê na missa! Embora a igreja seja pequena, e eu também,  será que se eu lá estivesse ele me veria ? Acho que não,  desconverso e deixo-o na dúvida.
Nem todo ano os quadrinhos vão para ele, já levei também para uns centros espiritas, e outras igrejas católicas.
 Quando resolvi fazer isto, fui numa igreja, de outro bairro, e fui com certo medo de oferecer o lote de quadros, achei que ninguém ia querer coloca-los para vender ou até achar ser uma caridade esdruxula   e que assim eles lá ficariam esquecidos ou postos no lixo, mas depois pensei o que vale é a intenção, a minha intenção, o depois não me pertence resolver. Afinal  eu queria fazer alguma coisa para ajudar alguém ou alguéns e como só sei pintar foi isso o que decidi, é pouco mas é melhor que nada e tem dado certo. Recebo sempre através  de telefonema retorno  a resposta de  que foram vendidos e ajudou a algumas pessoas. Não sei, nem quero saber quem comprou, nem  sabem também quem sou, mas quando o padre ou o espirita liga dizendo que foram vendidos, a felicidade que sinto é bem grande.
Este aí também pertence ao lote deste ano, tomara que neste ano  a venda  aconteça como nos outros  estou achando que a crise do país vai impedir, afinal a coisa está feia,  e comer é mais importante que arte, mas quem sabe ...  Esperar é a solução.  
                                                                          Fim
 Léah

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Pedindo desculpas

desenho crayon em cartão  "Apenas uma rosa"

Minha ausência se deve a duas situações, alguns dias  de algumas confusões e entrega de trabalho.
e depois um convite que não podia nem queria recusar fui fazer uma viagem até o País vizinho Argentina em Buenos Aires nas bodas de prata de minha prima. Lá tudo foi lindo, alegre e maravilhoso, para mim o ruim é chegar e voltar, tem o avião, aquela caixa metálica que me deixa claustrofóbica. Voltei tudo  resolvido  aqui estou pedindo desculpas pela ausência sem aviso oferecendo esta rosa pela compreensão de todos.
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