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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Sonhos

Óleo sobre tela 35 x 15 cm "muro de pedra"
Quero falar de meus sonhos, sonhados.
-  Ora direis, todos os sonhos são sonhados!
Não posso concordar, existe o sonho planejado, o calculado, o perpetrado, tudo depende do tamanho e do quanto ele é ou não lúdico.
- Direis de novo todo sonho é lúdico? Bem, mas não do mesmo tamanho, ou cor existem os coloridos, os em preto e branco, ou somente pretos, calma, calma, vou exemplificar:
Quando muito criança tive o sonho de ser quitandeira, vender abóboras, bananas..., esse era um sonho colorido, que melou, talvez como um melão, quem sabe!
Mais tarde sonhei em ser cantora, esse foi um sonho castrado, por isso canto no banheiro na cozinha, sala quarto e até no quintal, mas era um sonho colorido cheio de brilhos e paetês.
Veio depois o sonho de pintar, e esse foi trabalhado planejado mais colorido que esse não há.
Logo depois, um sonho de amor feliz que começou rosa claro, ficou preto bem escuro,  até empalidecer, descolorir pelas desilusões.
O tempo passou, curou o lanho deixado pela tristeza e outro sonho de amor,
este em tamanho grande, firme que se tornou real, sonhado, não planejado nem calculado, que veio com belas e fulgurantes cores e aqui ficou.
Existe também o sonho tenso, angustiante, que causa medo, e nos tranquilizamos só quando acordamos, este é um pesadelo.
Para falar de meus sonhos levaria muitos dias e páginas, acho melhor não falar, melhor mesmo é poder e continuar a sonhar.

Léah

sábado, 24 de junho de 2017

A vida é bela...


óleo sobre tela 38 x 19 -raios de sol-

Quando abro a janela para renovar o ar, e vejo apenas um pequeno raio de sol timidamente entrando, que ali permanece por pouco tempo, nem dá para esquentar o chão onde brilha. É como certas esperanças que temos e que rapidamente se vão.

O dia hoje amanheceu escuro, com um vento frio e persistente, inconveniente, não trouxe esperanças ou satisfações, derruba jarros, levanta as cortinas, esfria meus braços, enche de folhas o chão.

Tá vai, reconheço que ando implicando até com o vento, e da chuva, nem quero falar...
É melhor acabar com a ranzinzisse e curtir a nesga de sol que apareceu.
Mas estava muito bom pra ser verdade, lá veio uma nuvem sei lá de onde e encobriu meu raiozinho, embora fracote e tão dourado. Poxa, assim não dá para ter bom humor!

Ontem por exemplo – aliás antes de ontem, na quinta-feira – pra situar bem a questão, programei um almocinho com uma amiga antiga – que fique claro, na nossa amizade, não na idade, entenda por favor e não me chame de antiga! Antiga é múmia, eu estou mesmo é envelhecendo, isto porque ainda não morri, então esta é a melhor opção!
Voltando ao assunto, caiu um temporal daqueles, até a parte alta da estrada virou cascata. Nada de almocinho. Mas não tem nada não, pelo celular adiamos para sexta-feira. Pensam que aconteceu? O meteorologista da TV garantiu, com toda sua propriedade, que “NÃO VAI CHOVER”, e a gente tolamente acredita! E aí, lógico, caiu outro temporal, e bem na hora do almoço... Dá pra rir ou ficar bem humorada? Só se fosse masoquista.
Mas, não parou por aí, o interfone tocou e um convite desagradável nos meus ouvidos: reunião de condomínio extra urgente, discutir o aumento da taxa… gr, gr, gr!

Como sou uma boa pessoa – e às vezes uma pessoa boa, vou me divertir com o que tenho de bom, afinal hoje é sábado, o tempo está melhorando (lembra do raio de sol fracote? Voltou).
A vida, afinal, é bela!!!
                                                      Léah


sexta-feira, 16 de junho de 2017

pontilhado e crayon (técnica mista) 'a arvore'

Meu lugar é aqui
Apesar de minha ida relâmpago a Buenos Aires, quando voltei para casa estava com um misto de alívio, frustração, e medo.
Ficamos na casa de meus primos, ela é da Republica Dominicana, ele meu primo com quem ela se casou é espanhol de Vigo, Província de Pontevedra terra de minha mãe.
Casaram –se em São domingos e tiveram um filho, foram então para a Espanha, e há uns três anos vieram para Argentina, propriamente Buenos Aires. O filho, já um lindo rapaz numa viagem à trabalho para Uruguai, sofreu um acidente de carro, quebrou   as pernas, fratura exposta, e várias escoriações inclusive no rosto.
Na época das olimpíadas aqui no Rio passaram na nossa ex- casa, e nossa amizade se aprofundou.
Quando ela nos telefonou ele ia ser operado, ela estava desesperada, como não têm parentes lá, pediram nossa presença. A duras penas venci minha fobia, e lá fomos nós marido e eu, quando desci no aeroporto estava acabada, meu primo veio nos buscar, apesar de nossa insistência em que um táxi resolveria a questão, mas não houve jeito. Dia seguinte fomos ao hospital onde o rapaz estava internado e a cirurgia o tirara do   risco de morte e de ficar com sequelas. Que alívio sentimos...
Aí minha prima se acalmou, mas assim que o viu começou a chorar em desespero, mãe é assim mesmo, a gente quer pegar o sofrimento dos filhos e transferi-los para nós.

Dia seguinte, voltamos ao hospital, minha prima mais conformada. Quando fomos para casa eles nos mostraram o bairro onde moram e insistiram muito para que deixássemos o Brasil e fossemos morar na Argentina, meu marido se entusiasmando com a ideia, mas quando voltamos o meu medo começou a crescer não quero começar de novo. E quando aqui chegamos, eu estava com temerosa de que a ideia vingasse, e aí percebi o quanto amo meu Brasil, mas  mesmo o marido chegou a conclusão de que não temos idade para aventuras, nosso destino agora é ficarmos no nosso canto bem ou mal aqui é nosso lugar. A frustração se deu pelo fato de não podermos ficar mais uns dias, e confortar mais nossos amigos, porque o Henrique tinha compromissos aqui. Mas valeu a pena prestamos nossa solidariedade e um dia voltaremos, aí vou realmente poder dizer que fui a Buenos Aires, mas à passeio, não para morar.  


Fim                                                                                                                                     Léah

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Não tem pão tem futebol

Andei pela rua o dia todo, resolvendo compromissos banco, revisão do carro, supermercado, nem no carro quis ouvir noticiários, uma música relaxante para me livrar do stress do trânsito, alivia.
Quando cheguei em casa eram mais ou menos dezoito horas, e meu marido que trabalha em casa, ouviu o jornal, acompanhou o noticiário da política deu-me a notícia de que o presidente foi absolvido numa votação de 4 a 3, que vergonha, meu Deus!
É do chefe de uma família que vem o exemplo para seus filhos, é através dele que vêm os ensinamentos de caráter, honestidade, educação. Assim sendo a meu ver, é do chefe de uma nação que deve vir o exemplo.
Que tipo de exemplo esse povo tem como parâmetro? Roube, fique à vontade, o presidente rouba, os deputados roubam, os senadores roubam, os ministros, os juízes, todos são perdoados, vamos roubar também.
É essa a mensagem, é essa a ordem?  O que esperar, o que será de nós?
Ainda outro dia escutei o seguinte comentário:
“---Acontece que se ele tiver que sair do poder, quem vai assumir, outro ladrão? E quem assumir será que vai fazer as modificações que ele estava tentando fazer? As mudanças na previdência... “
Não importa, isso não importa, o país está uma merda, o que importa é que os ladrões vão para a cadeia, é o exemplo, a crise vai nos arrasar, mas vamos lutar com hombridade, e os próximos ladrões ficarão com medo, pensarão duas vezes antes de meter a mão gorda no dinheiro do povo da nação, pois saberão que quem rouba é punido. Mas, pelo visto isto é sonho é utopia.
Ainda voltando para casa passei por uma rua cheia de botecos, bares com televisores na porta, um cantor sertanejo na TV de um bar, um jogo de futebol em outra, de outro bar, muitas cadeiras pelas calçadas, cheias de pessoas e garrafas de cervejas nas mesas, e eram apenas dezoito horas. O sinal de transito vermelho, parei abri a janela e apurei os ouvidos, a discussão era futebol, era uma rua de um bairro pobre, fiquei pensando, e o país, e a roubalheira, e o desemprego? Ninguém vê, ninguém sente, ninguém ouve? Estarei eu vivendo noutro planeta, noutra dimensão?
“Será que é assim mesmo, brasileiro é bonzinho perdoa, aguenta, enquanto houver cerveja, futebol e carnaval está tudo bem, deixa pra lá não tem jeito mesmo?”
Que fique claro que não penso assim, estou com vergonha, com lágrimas contidas, com o coração amargurado, só temo pertencer a minoria pensante.

Fim                                                                                          Léah

quinta-feira, 1 de junho de 2017

PODER

desenho à crayon -A janela e a rosa

Como posso deixa-la e partir
Como posso
Como posso esquecer tudo isso
As palmeiras, os sabiás
Como posso
Como posso
Fechar as janelas, expulsar a luz
Deixar a sombra entrar
Deixar as primaveras de flores
Como posso gostar de neve
Se sou feita de sol e mar
Como posso te deixar
Como posso
Sei que não posso.
Como poder te deixar.
É a terra de meus filhos, do meu amor
Foi a terra dos meus sonhos,
E agora esta dor
Da minha gente das praias do futebol
Aqui é a terra do sol
Não posso, sei que não posso
Mesmo sem forças para lutar
Mesmo sem poder respirar
Nesta intoxicante podridão
Sei que aqui é meu lugar,
Sei que não posso,
Não haveria perdão
E aqui eu vou ficar.

Léah